Movimentar é preciso!
Manter o corpo em movimento é uma das estratégias mais eficazes para se prevenir dores nas costas, lesões nos joelhos e o desgaste das articulações.
O movimento é um componente essencial para a saúde do sistema musculoesquelético. Manter o corpo ativo ajuda a prevenir dores nas costas, lesões nos joelhos e o desgaste precoce das articulações, além de desempenhar papel importante tanto na prevenção quanto no tratamento de problemas ortopédicos. A atividade física regular, além de acessível, atua como um mecanismo contínuo de preservação do corpo.
De acordo com o ortopedista e especialista em cirurgia do quadril Dr. Guilherme Falótico, professor adjunto da Escola Paulista de Medicina da UNIFESP, o exercício físico, quando bem feito, não deve ser visto como um fator de agressão às articulações. O corpo humano foi estruturado para o movimento, e a atividade física atua como um mecanismo contínuo de conservação de ossos, músculos e articulações ao longo da vida.
Diversos efeitos positivos estão associados à prática regular. Segundo Falótico, o fortalecimento muscular contribui para a sustentação das articulações e para a absorção de impactos, reduzindo a sobrecarga mecânica. Exercícios realizados com carga adequada estimulam o aumento da densidade óssea, auxiliando na prevenção da osteoporose. O movimento também favorece a circulação do líquido sinovial, responsável pela nutrição e lubrificação das cartilagens, além de preservar a flexibilidade e a mobilidade.
A ausência de movimento, por outro lado, está relacionada ao surgimento de queixas ortopédicas. Adultos que permanecem longos períodos sentados apresentam maior propensão ao enfraquecimento da musculatura lombar e ao aumento das dores nas costas. O excesso de peso impõe maior carga sobre articulações como joelhos e quadris, acelerando processos degenerativos. Entre os idosos, a perda natural de massa muscular e óssea torna o exercício físico ainda mais relevante para a manutenção da autonomia e da qualidade de vida.

As orientações da Organização Mundial da Saúde indicam a realização de pelo menos 150 minutos semanais de atividade aeróbica moderada, como caminhada acelerada, natação ou ciclismo, além de duas a três sessões semanais de fortalecimento muscular. Segundo o especialista, a constância da prática é o fator mais determinante. Rotinas regulares produzem mais benefícios do que esforços intensos realizados de forma esporádica.
Mesmo em situações em que já existem dores ou condições ortopédicas diagnosticadas, o movimento não deve ser evitado. Quando corretamente orientada, a atividade física passa a integrar o tratamento, fortalece as regiões afetadas e contribui para a reabilitação sem agravar lesões pré-existentes. Nesse contexto, o exercício faz parte do cuidado contínuo com o corpo.
A incorporação do movimento ao longo da vida representa uma decisão simples, mas de efeito prolongado. Cada atividade realizada no presente contribui diretamente para a preservação da saúde ortopédica e da qualidade de vida no futuro.
Sobre o doutor Guilherme Falótico
Dr. Guilherme Falótico é ortopedista especialista em cirurgia do quadril, CRM 128925. Possui formação pela Escola Paulista de Medicina da UNIFESP, onde atua como professor adjunto. É mestre e doutor em Ciências, realizou fellowship no Rothman Institute, nos Estados Unidos, com foco em via anterior do quadril e infecções em artroplastias. É certificado em cirurgia robótica com o robô Mako e membro da SBOT e da SBQ. Atua como referência em ortopedia, ciência e inovação.
Crédito da foto de abertura: Freepik
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