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Uso indiscriminado de testosterona pode causar infertilidade e riscos cardiovasculares

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Especialista em reposição hormonal masculina alerta para efeitos como atrofia testicular, dependência hormonal e até AVC quando não há indicação médica.

Dr. Marcelo Bechara: “Testosterona não é suplemento… ” Crédito: divulgação

A reposição de testosterona tem ganhado espaço no debate sobre saúde masculina, especialmente após os 40 anos, fase em que os homens passam a perder, em média, 1,2% do hormônio por ano. O processo, conhecido como DAEM (Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino), pode provocar sintomas como dificuldade de ereção, diminuição da libido, redução da força física e irritabilidade.

Apesar disso, o uso do hormônio deve ocorrer somente após avaliação clínica e exames específicos, como testosterona total e livre, que medem a quantidade presente no sangue.

Segundo o médico clínico Marcelo Bechara, especialista em reposição hormonal masculina pela Harvard Medical School, a testosterona é fundamental para a saúde, mas seu uso sem indicação pode trazer consequências graves.

“Testosterona não é suplemento, mas sim um medicamento hormonal. Desta forma, o uso sem indicação de um profissional de saúde pode acarretar problemas como alterações cardiovasculares, acne severa, retenção de líquidos, dependência hormonal, redução ou perda da fertilidade, atrofia testicular, infarto e até AVC”, explica Bechara.

O especialista ressalta que a intoxicação medicamentosa ocorre quando há uso sem prescrição ou em doses inadequadas, o que pode mascarar doenças graves, causar sobrecarga de órgãos e provocar reações indesejadas.

Dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) indicam que 46% dos homens com mais de 40 anos procuram atendimento médico apenas quando já apresentam sintomas, o que reforça a necessidade de acompanhamento preventivo.

Para Bechara, a mudança cultural é essencial.
“Prevenir ao invés de tratar, esse é o cenário ideal, principalmente para os homens, que naturalmente tendem a frequentar menos o médico, mas essa cultura está mudando aos poucos, o que é extremamente positivo para a longevidade e qualidade de vida”, conclui.

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