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Medo da dor faz idosos adiarem implantes e cuidados dentários!

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Apreensão quanto ao sofrimento físico afasta idosos dos consultórios, prejudicando a mastigação e a autoestima; novos recursos buscam garantir procedimentos confortáveis.

O receio de sentir dor durante as consultas ainda é o grande fator que leva a população madura a adiar tratamentos odontológicos essenciais. Paralelamente, o envelhecimento da população brasileira transforma a rotina dos consultórios: homens e mulheres com mais de 60 anos buscam atendimento não apenas por razões estéticas, mas por necessidades diretamente ligadas à mastigação, ao conforto e à qualidade de vida.Estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que a população com 60 anos ou mais ultrapassará a marca de 58 milhões de pessoas até 2060. Em paralelo, levantamentos do Ministério da Saúde confirmam que a perda de dentes permanece como uma realidade significativa na terceira idade.

Embora a odontologia tenha avançado, próteses e implantes continuam sendo postergados por muitos pacientes justamente por causa do temor do sofrimento físico durante o procedimento.

“Muitos pacientes dessa faixa etária chegam ao consultório preocupados com o sofrimento durante o tratamento. Existe uma associação muito forte entre dentista e dor”, explica o cirurgião dentista Dr. Alexandre Parreira, responsável pelo Instituto Novus Odontologia Moderna, em São Bernardo do Campo.

Dr. Alexandre Parreira: “o paciente quer conforto, previsibilidade e segurança durante todo o processo”. Crédito: Divulgação.

Essa hesitação faz com que idosos passem anos enfrentando limitações alimentares, dificuldades para mastigar e insegurança ao sorrir.

A perda dentária traz consequências diretas para a saúde geral e a rotina diária. Estudos científicos apontam prejuízos na nutrição, na autoestima e no bem-estar do paciente idoso. Na prática, a dificuldade de mastigar força a redução no consumo de alimentos fibrosos e nutritivos, com reflexos em todo o organismo.

Além disso, a adaptação às próteses e os problemas de mastigação interferem na fala, no convívio social e na autoconfiança.

“A saúde bucal interfere diretamente na qualidade de vida. O paciente deixa de sorrir, evita determinadas comidas e muitas vezes perde segurança até para conversar”, afirma o especialista.

Para amenizar esses quadros, recursos atuais buscam oferecer procedimentos mais confortáveis. Um deles é a sedação consciente inalatória, feita com a mistura de óxido nitroso e oxigênio. A técnica mantém a pessoa acordada, mas induz a um estado de relaxamento profundo durante o atendimento.

“O paciente continua consciente o tempo todo, mas muito mais tranquilo. Isso reduz a ansiedade e melhora completamente a experiência”, explica Dr. Alexandre.

Outro recurso utilizado é a anestesia sem agulha por pressão, desenvolvida para diminuir o desconforto e mitigar um dos principais gatilhos de ansiedade no consultório.

Na prática clínica, essas alternativas são adotadas principalmente em pacientes idosos e mais ansiosos.

Entre os atendimentos acompanhados pelo Instituto Novus, destaca-se o de um paciente de 72 anos que evitava implantes há anos por medo de sentir dor. Após a avaliação e a aplicação da sedação consciente, o tratamento foi conduzido com conforto e recuperação tranquila.

Segundo a equipe, o paciente voltou a se alimentar melhor e relatou ganhos expressivos na autoestima e na liberdade para sorrir.

A evolução dessas metodologias também alterou a forma como os próprios profissionais encaram a experiência do paciente na cadeira odontológica.

“Hoje não basta apenas executar um procedimento corretamente. O paciente quer conforto, previsibilidade e segurança durante todo o processo”, afirma.

A tendência é que a procura por atendimento odontológico no segmento 60+ continue em alta nos próximos anos, impulsionada pelo envelhecimento populacional e pela busca por longevidade com qualidade de vida.

“Envelhecer bem também passa pela saúde bucal. Conseguir mastigar bem, sorrir sem insegurança e realizar tratamentos com conforto faz diferença na vida do paciente”, conclui Dr. Alexandre.

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