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Convicções das dietas de janeiro costumam “emagrecer” antes do final do verão!

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Dietas de janeiro: veja cinco motivos que explicam por que elas não duram até o Carnaval

As resoluções de fim de ano seguem um padrão conhecido. Na virada do ano, multiplicam-se declarações como “Quero emagrecer rápido!”, “Preciso ‘limpar’ o corpo!” e “Vou compensar os exageros.” O ciclo parece inofensivo, mas tende a terminar do mesmo modo: a interrupção do processo antes do término do primeiro trimestre. De acordo com a nutricionista Tayanne Malafaia, pesquisadora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e professora universitária, a causa central está no imediatismo, que se torna o maior inimigo da saúde quando o objetivo é emagrecer.

Para Tayanne Malafaia, o imediatismo se torna o maior inimigo da saúde quando o objetivo é emagrecer.

1. Dietas de janeiro falham não por falta de força de vontade, mas por excesso de restrição
Para a especialista, a lógica do “tudo ou nada” está na raiz do problema. “A mentalidade do ‘projeto verão’ ou da ‘dieta detox de janeiro’ é extremamente prejudicial. Ela se baseia na restrição severa, que é insustentável a longo prazo e leva frequentemente a um ciclo de compulsão alimentar e frustração”, afirma.

2. O corpo reage às dietas como se estivesse em perigo
Quando a restrição calórica é intensa, o organismo entra em modo de defesa. “Ao ser submetido a uma restrição calórica drástica, o corpo entra em modo de ‘economia de energia’, diminuindo o metabolismo. Ao final da dieta, qualquer caloria extra é rapidamente estocada como gordura, e o peso perdido é recuperado, muitas vezes com acréscimo”, diz. É aí que o chamado efeito sanfona se instala.

3. O efeito sanfona vai além do peso na balança
Esse processo repetitivo, de acordo com Tayanne Malafaia, não impacta apenas o corpo, mas também a relação com a comida. “Isso gera um ciclo de desânimo e pode piorar a relação da pessoa com a comida”, explica a pesquisadora, ao alertar para os efeitos emocionais desse padrão.

4. Janeiro expõe um problema maior: a cultura do corpo de verão
O fenômeno, que se repete ano após ano, reacende um debate mais amplo sobre saúde pública e pressão estética. A busca por resultados rápidos acaba se sobrepondo à construção de hábitos reais e duradouros.

5. A mudança começa quando o foco deixa de ser cortar tudo
Segundo Tayanne Malafaia, a saída está em uma virada de chave. “A saúde é uma construção diária, não um projeto de 30 dias. Em vez de cortar tudo, a recomendação é incluir mais: mais vegetais, mais água e mais movimento”, conclui.

Sobre Tayanne Malafaia

Graduada em Nutrição pela UERJ em 2016, Tayanne Malafaia também possui mestrado e doutorado pelo Programa de Pós-Graduação em Fisiopatologia Clínica e Experimental (FISCLINEX/UERJ), onde atualmente desenvolve pós-doutorado. Sua pesquisa é realizada no Laboratório de Farmacologia Celular e Molecular do Instituto de Biologia Roberto Alcântara Gomes, da UERJ.

Além da trajetória acadêmica, atua como docente no ensino superior, ministrando disciplinas do ciclo básico das áreas da saúde e do curso de Nutrição. Desde 2016, mantém consultório nas áreas de Nutrição Clínica e Esportiva.

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