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O conhecido grupo monta pela primeira vez uma peça de Edward Albbe, no Teatro Aliança Francesa, em São Paulo, em curta temporada, de 24 de janeiro a 16 de fevereiro, às sextas, sábados e domingos. No palco, um casal faz um balanço de toda uma vida e troca reminiscências alegres, tristes e até mesmo brutais.

Tapa de Cultura não dói! Pelo contrário, revitaliza. Mesmo quando o tema é árduo e vai de encontro às experiências familiares da ampla maioria do público. Pela primeira vez, o Grupo Tapa encena uma peça de um dos gigantes da dramaturgia norte-americana, Edward Albee (1928-2016), através de um texto ainda inédito no País. De Todas As Maneiras Que Há De Amar estreia no dia 24 de janeiro, sexta-feira, às 21h, na Sala Atelier do Teatro Aliança Francesa, em São Pauo. A temporada acontece até o dia 16 de fevereiro, sempre às sextas-feiras, às 21h; e sábados e domingos às 19h30.

Personagens de Brian Penido e Clara Carvalho trocam reminiscências ora alegres, ora brutais.

A peça, que leva o nome de Counting the Ways no original, é baseado em um soneto da poetiza inglesa Elizabeth Barrett. A montagem tem direção de Eduardo Tolentino de Araujo e é protagonizada por Clara Carvalho e Brian Penido, que vivem um casal que faz um balanço de toda uma vida. Na trama, casados ​​há muito tempo, mas conscientes de que o tempo provocou mudanças no relacionamento, os dois trocam reminiscências alegres, tristes e até mesmo brutais. A versão brasileira leva o nome De Todas As Maneiras Que Há De Amar, uma referência à música de Chico Buarque.

“São personagens mais maduros e vivem um casamento que já passou por tudo. É um texto que questiona as maneiras de amar, o que sobra de uma vida de casal após todo esse tempo juntos? Ao longo da peça, vem lembranças, trocas ácidas, detalhes do cotidiano que refletem sobre a finitude do amor, tudo regado com humor, às vezes, até meio corrosivo”, conta o diretor.

A encenação é em forma de teatro de arena com um cenário que possui uma mesa, duas cadeiras e um lustre. Uma escolha para intensificar a aproximação do público e colocá-lo praticamente para dentro desse casamento. Albee foi um mestre do clima do teatro de câmara, por meio de histórias e personagens condensados, trabalhando bastante com o absurdo.

Edward Albee venceu três vezes o prêmio Pulitzer e cinco Tony Awards. Sua obra mais popular, Quem Tem Medo de Virginia Woolf?, teve adaptação para o cinema em 1966 com Elizabeth Taylor e Richard Burton.  

“Albee tem um trabalho sedutor, mordaz, terrível e distorcido ao mesmo tempo. Traz uma comedia flamejante com esse espetáculo. São personagens fortes que passaram pelas grandes mudanças no mundo, estão situados em algum tempo dos anos 50 e 60, inseridos em um mosaico de tramas que trazem identificação e pode ser a história de qualquer casal, inclusive atualmente”, diz Tolentino.

O autor norte-americano deixa as relações viradas do avesso em suas obras, atributo que o coloca como uma espécie de herdeiro do sueco August Strindberg (1849-1912), dramaturgo bem conhecido pelo Grupo Tapa que já montou Camaradagem, Credores, Senhorita Julia, e está em cartaz com Brincando com Fogo no Teatro Aliança Francesa.

Primeira montagem de Edward Albee pelo Grupo Tapa

Clara Carvalho e Brian Penido têm uma ligação no palco por toda a jornada com o Tapa em mais de 40 anos de carreira. Em 1989, na montagem de Nossa Cidade, de Thornton Wilder, ambos interpretavam um casal em cena. 

Sobre o Grupo TAPA

Um dos mais tradicionais e importantes grupos da cena teatral paulistana, o TAPA acumula 82 prêmios da crítica especializada. O grupo se notabiliza por seu repertório voltado aos autores clássicos. Sua trajetória inclui a maior parte dos grandes autores da dramaturgia universal, como Anton Tchekhov, William Shakespeare, Molière, Henrik Ibsen, August Strindberg, Maquiavel, Luigi Piradello e muitos outros.

Entre os autores brasileiros encenados pelo TAPA destacam-se Nelson Rodrigues, Plínio Marcos, Millôr Fernandes, Jorge Andrade, Artur Azevedo, Oduvaldo Vianna Filho, entre outros.

Além do cuidado com a escolha do autor e no trato com o texto, outro foco do grupo é o ator, razão pela qual dedica grande atenção à preparação e à formação técnica de seus integrantes. O TAPA realiza ainda grupos de estudos regulares para os atores e atua como formador de público, para o qual realiza palestras, seminários, leituras dramáticas abertas, entre outros eventos.

Ficha Técnica:

Texto: Edward Albee.
Tradução: Augusto César.
Direção: Eduardo Tolentino de Araujo.
Elenco: Clara Carvalho e Brian Penido.
Fotos: Ronaldo Gutierrez.
Arte Gráfica: Mau Machado.
Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes.
Assistentes de Produção: Natália Beukers e Nando Medeiros.
Produção Executiva: Ariel Cannal.

Serviço:

DE TODAS AS MANEIRAS QUE HÁ DE AMAR

De 24 de janeiro a 16 de fevereiro: sexta-feira, às 21h; sábado e domingo às 19h30

Preço: R$50
(Inteira e R$ 25 (Meia).

Compra Online:
www.sympla.com.br

Classificação: 14 Anos.

Duração: 50 Minutos

TEATRO ALIANÇA FRANCESA – Sala Atelier

Rua General Jardim 182 – Vila Buarque.

Capacidade: 50 lugares.

Ar condicionado

Café Espace Dulce France

Estacionamento conveniado em frente e na Rua Rego Freitas 285.

Informações: (11) 3572-2379

www.teatroaliancafrancesa.com.br

Passaporte: podem ser adquiridos pelo site da Sympla e na bilheteria do
teatro. *Quem comprar o passaporte, poderá ver as duas peças do Grupo Tapa no
Teatro Aliança Francesa, por R$ 90,00
*O passaporte têm meia-entrada também: R$ 45.
*Quem comprar o passaporte terá descontos exclusivos nas peças do TAPA no
Aliança durante todo o ano de 2020.

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