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Com duas décadas de estrada, o Clube do Balanço lança seu 5º álbum de estúdio, “Balanço na Quebrada”, que transita entre o popular e o sofisticado, entre o clássico e o “na pista”. O trabalho, que traz oito faixas inéditas e mira novos caminhos para o samba-rock com toda a diversidade musical do baile, pode ser conferido hoje, sábado, 8 de fevereiro, às 21h30, no SESC Pompeia, em São Paulo.

Clube do Balanço apresenta seu novo trabalhocrédito da foto: Nino André

Tradição é boa demais. Para ser preservada. E para ser renovada. O Clube do Balanço está lançando seu quinto álbum de estúdio, “Balanço na Quebrada”. São oito faixas autorais inéditas, que passeiam por toda a diversidade musical do “baile”, e celebram assim, com estilo e arte, os 20 anos de estrada do grupo, precursor do novo samba-rock. O novo CD explora mais elementos do começo da carreira e se comunica mais com o som das pistas. Busca – e encontra – o contato direto com o berço geográfico do gênero. O trabalho, que apresenta oito faixas inéditas e foca em novos caminhos para mira novos caminhos para o samba-rock com toda a diversidade musical dos bailes, pode ser visto hoje, dia 8 de fevereiro, às 21h30, no lançamento oficial do CD (que aconteceu também ontem), no SESC Pompeia, à rua Clélia, 93, em São Paulo.

Os ingressos saem por R$ 9,00 (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$ 15,00 para pessoas com +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$ 30,00 (inteira). A capacidade do espaço é para 800 pessoas e há “apenas” 150 assentos. A compra do ingresso não garante a reserva do assento. A casa abre às 20h.A classificação é de 18 anos.

O quinto álbum do grupo transita entre o popular e o sofisticadocrédito: Marco Pavão

Segundo o presidente do Clube, o guitarrista e cantor Marco Mattoli, “o trabalho é um manifesto a favor da quebrada, mostrando que o lugar onde nasce o samba-rock é cheio de elegância e balanço”. A proposta resulta no belo trabalho do CD: as composições traduzem um pouco de como é o baile e apresentam um ambiente popular festivo repleto de sofisticação e classe.

“O ‘Balanço na Quebrada’ é fruto de um olhar nosso sobre todo o encanto musical gerado a partir das diversas possibilidades culturais que andam juntas e criam novos caminhos no samba-rock. É também a gente mais antenado com a pista, mais próximo do que foi feito no primeiro CD do Clube do Balanço, com os ouvidos apontados para os espaços que ajudaram a criar a história do samba-rock”, diz Mattoli.

Ele ressalta que o resultado do álbum só foi possível graças à bagagem artística de cada integrante e ao entrosamento que os 20 anos de banda foram capazes de oferecer. O grupo está com a mesma formação desde o início dos trabalhos, quando se tornou uma referência para o novo samba-rock.

Resgate e inovação

O Clube do Balanço nasceu para durar uma festa apenas, mas o sucesso e a qualidade musical daquele primeiro baile fizeram o grupo se transformar e abrir caminho para uma nova roupagem do tradicional samba-rock. A banda passou então a ditar tendência, fez sucesso até fora do país e virou parceira de palco e estúdio de grandes nomes da música brasileira, como Bocato, Erasmo Carlos, Luis Vagner, Bebeto, Simoninha, Marku Ribas e Seu Jorge, entre outros.

Chegando ao quinto álbum de estúdio gravado, o Clube é formado pelo presidente, guitarrista e vocalista Marco Mattoli, a cantora Tereza Gama, o trompetista Reginaldo 16, o trombonista “Maestro” Tiquinho, o percussionista Fred Prince, o baterista Eduardo “Peixe” Salmaso, o baixista Gringo Pirrongelli e o tecladista Marcelo Maita.

O primeiro CD, “Swing & Samba-Rock”, foi gravado em 2001. “Samba Incrementado” chegou às lojas em 2004. Em 2009 foi a vez de “Pela Contramão”. Antes de “Balanço na Quebrada”, o lançamento mais recente do grupo era “Menina da Janela”, de 2014.

O Clube do Balanço chegou a excursionar por diversos países, entre eles Alemanha, França, Reino Unido, Cingapura, Austrália, Nova Zelândia (onde a banda participou de uma coletânea), Holanda, Áustria, Itália, Rússia e China.

Faixas de ‘Balanço na Quebrada’

O primeiro single do álbum foi lançado no final de junho. Ela Dança, parceria de Mattoli com a compositora Roberta Gomes, chegou às plataformas digitais flertando com o pop e convidando a dançar, falando sobre levar a vida com leveza e sabedoria, para passar pelas tempestades sem perder a cadência e o ritmo.

“Balanço na Quebrada” abre com a música Domingos na Paulista, composição instrumental do baixista Gringo Pirrongelli que presta tributo aos verdadeiros bailes que se formam na Avenida Paulista, em São Paulo, desde que a via passou a ser fechada para automóveis e aberta à população nos domingos.

Mantendo o cenário na capital paulista, Quinze Pras Sete na Vila é uma parceria de Mattoli com Janaína Pereira que celebra a boemia na Vila Madalena. A letra trata de um personagem que ainda está sintonizado com a poesia da noite enquanto a cidade já acordou e as pessoas já começaram a ir para o trabalho.

Em Samba du Bom, a dobradinha Mattoli/Janaina se repete. Desta vez, a música fala sobre a força da mulher, aquela que chega em qualquer lugar e arrasa, e faz menção ao samba-rock, ao estilo musical da “pilantragem” e à influência de outros ritmos, como jazz, samba e rock’n’roll.

Aeromoça é uma continuação de Aeroporto, faixa presente no primeiro álbum do Clube do Balanço. A construção poética, a levada e o clima fazem referência à canção feita anteriormente, segundo Mattoli, autor da música.

Parceria entre ele e o compositor Robson Capela, Encontros e Desencontros é uma canção que conta um pouco sobre a história de pessoas que sempre se esbarram, mas que a rotina e o corre-corre da vida nunca permitem um real encontro.

Baralho Novo é a única faixa do álbum que não tem participação de um integrante do Clube do Balanço entre os compositores. Quem assina é Roberta Gomes, companheira de samba sempre presente nos trabalhos do grupo. A letra fala da visão feminina após o fim de um romance, mas mostrando a força da mulher ante a situação.

Balanço Zona Sul encerra o álbum mantendo a tradição de abrir e fechar os trabalhos com peças instrumentais dançantes. A composição é assinada pelo trompetista do Clube, Reginaldo 16.

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